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Quando levar meu filho ao fonoaudiólogo?

 As crianças aprendem a falar durante os dois primeiros anos de vida. Elas começam "testando" a língua, os lábios, as bochechas e o céu da boca e produzem sons involuntariamente causando uma intensa emoção nos pais. Quando o bebê balbucia os primeiros sons, a ansiedade toma conta dos pais até que ele comece a elaborar suas primeiras frases. Nessa etapa, aquelas palavrinhas pronunciadas de forma errada e fonemas trocados até deixam a situação um pouco engraçada. No entanto, isso não deve prosseguir por muito tempo. O fonoaudiólogo deve ser procurado para analisar o caso de forma adequada, corrigir possíveis alterações na fala e garantir que a criança tenha uma linguagem normal.
 
A fonoaudióloga Andressa Maranho Vieira, da clínica Pronto Saúde, explica que por volta dos 4 anos de idade, a criança, cujo desenvolvimento global está dentro da normalidade, esteja se expressando com total inteligibilidade. “A aquisição da linguagem é um processo que ocorre por fases. Primeiro, a criança balbucia alguns sons, repetindo um pouco daquilo que ouve. Depois de um tempo, ela consegue falar algumas palavras, elabora frases curtas e, por último, pronuncia todos os sons corretamente. Isso é um processo longo e deve ser estimulado sempre pela família e pela escola”, afirma.
 
Segundo Andressa, problemas auditivos, neurológicos, respiratórios e a falta de estímulos são fatores que podem estar por trás de atrasos na aquisição da linguagem. “Mesmo que a criança já tenha feito o teste da orelhinha após o nascimento, é possível que infecções possam ter afetado a audição e, consequentemente, a fala”. O uso exagerado de mamadeira e chupetas e a falta de estímulo, por meio de conversa com a criança, também são fatores que podem influenciar a linguagem. “Por meio de avaliações e exames, é possível analisar e tratar especificamente cada caso ou, até mesmo, encaminhar para outros especialistas”, diz.
 
Para perceber, o quanto antes, possíveis alterações, a fonoaudióloga aconselha os pais a se comunicarem com frequência com os filhos. “Por meio dos estímulos frequentes, é possível perceber se há alguma alteração na fala da criança. Isso possibilita o início de um tratamento mais efetivo”, finaliza a fonoaudióloga.